Usagi Drop: Um filme japonês de uma sensibilidade inexplicável, que já está disponível no Netflix (:

 

Preparem-se amigos, o post vai ficar um pouco grandinho essa semana :3
Usagi Drop (うさぎドロップ Usagi Doroppu) é um mangá japonês, que posteriormente foi adaptado para uma versão em anime e filme live-action, e retrata a história de Daikichi, um homem de 30 anos que acaba adotando a pequena Rin, filha ilegítima de seu avô que após morrer deixou-a sozinha. Sem a possibilidade de que alguém da família quisesse adotá-la, ele acaba tomando para si a responsabilidade para não deixá-la em um abrigo para crianças.

No filme você pode ver como uma criança pode mudar a vida de alguém, Daikichi se vê apegado a Rin cada dia mais, e ela ao mesmo tempo é muito independente e madura para uma criança de 6 anos, e acaba ensinando muito sobre a vida ao seu novo pai, em quem começa a confiar de forma cada vez mais emocionante.

 

 

 

Minha opinião sobre o filme: Como todos os filmes japoneses (no meu ponto de vista), o filme só começa a ganhar ritmo a partir dos 30 minutos, mas isso não influencia em nada a qualidade, a partir dos 30 minutos, você vai rir, chorar, e se emocionar muito com todo o amor que as cenas conseguem demonstrar, vale a pena, recomendo esse filme não só como entretenimento, mas como uma experiência de vida.

Agora sem mais enrolação, separei umas partes que foram extraordinárias e conseguiram tirar muitas emoções de mim <3

(O trailer ta sem legenda, infelizmente 🙁 )

 

 

Quem sabe se Rin deveria ficar mesmo comigo?

Mas a primeira vez que nos vimos…

Aquela menina triste e solitária que conheci aquele dia, está aqui, segurando minhas mãos, rindo inocentemente. Tem coisa melhor do que esse momento na vida?

 

 

Momento 1: Quando o filme te ensina a não julgar sem antes conhecer as pessoas.

Quando Daikichi recebe Rin em sua casa, ele é obrigado a diminuir a carga horária no trabalho e passar de revisor para um simples operário, junto a outras pessoas de menor posição social. No começo, ele se vê estranhando um lugar extremamente diferente, e julga rapidamente os operários, logo depois, ele percebe que todos eles são pais atenciosos, e podem o ajudar muito mais com a menina do que seus companheiros anteriores que só pensavam em trabalho, e eles acabam assim, construindo uma amizade.

A seguir, vou colocar mais um trechinho pra vocês :3

  • (Daikichi) – Ela nunca fez xixi na cama antes, mas porque agora, do nada?
  • Talvez ela esteja tentando lidar com as coisas sozinha, já troca de roupa sozinha porque fica com vergonha de trocar na sua frente.
  • Se você explicar as coisas de forma certa, as crianças entendem, e há coisas complexas acontecendo em sua cabeça
  • Sim, eu pensava que as crianças eram pequenas criaturas misteriosas, mas elas são surpreendentemente sofisticadas por dentro, elas só não têm as palavras certas para descrever isso.
  • (Uma mãe apenas ouvindo a conversa) – Acho que realmente não posso julgar um livro pela capa.

 

Momento 2: O momento em que uma criança tem que lidar com a morte.

No início do filme, Rin vê o funeral de seu pai, dessa vez, ela não quer perder mais uma pessoa com quem criou um laço, apesar de entender o que a morte significa, ela ainda é apenas uma criança.

 

  • (Daikichi) Rin, você não foi no banheiro não é? Você está com medo?
  • (A menina abaixa a cabeça)
  • (Daikichi) De noite eu vou com você, não precisa ter medo, você precisa ir.
  • (Rin) E se eu molhar a cama mesmo assim?
  • (Daikichi) A gente troca os lençóis, você ainda é pequena, não precisa se preocupar com isso, eu fazia xixi na cama até os meus seis anos.
  • (Rin) Sério?

  • (Rin) Você também vai morrer?
  • (Rin) Você precisa morrer também?
  • Não vou morrer.
  • (Rin) Nunca?
  • Quando eu não sei, mas vai demorar bastante. Quando você se tornar uma mulher, quando você se tornar uma dama.
  • (Rin) Quando eu crescer, então você vai morrer?

  • (Daikichi) Não se preocupe com isso. Não vou morrer tão cedo. Sou bem durão, então não precisa se preocupar.

 

 

Momento 3: Recordações de uma criança, Rin fala pela primeira vez abertamente sobre o pai (avô de Daikichi)

 

  • (Rin) Vovô usava o papel que sobrava das balinhas para fazer barquinhos pra mim, depois a gente colocava na água e soprava, e os barquinhos iam pra bem longe.
  • (Rin) Onde o vovô está agora?
  • (Daikichi) Descansando em seu túmulo, e… Aqui 

  • (Daikichi) Contanto que você se lembre dele, ele sempre estará no seu coração. Ele sempre estará cuidando de você
  • (Rin) Acha que algum dia vou me esquecer dele? 

 

Momento 4: Rin tem medo do escuro e Daikichi lhe faz uma surpresa.

 

  • (Daikichi) Vou apagar a luz.
  • (Rin) Não, eu tenho medo do escuro! (Ela se deita ao lado de Daikichi)
  • (Daikichi) Rin, abra seus olhos.

  • (Rin) É lindo
  • (Daikichi) Agora você não tem mais medo, certo?
  • (Daikichi) Boa noite
  • (Rin) Boa noite…
  • (Rin) Obrigada.

***Essa cena deu uma coisa no meu coração que não sei explicar <3

 

Momento 5: O momento de uma criança que também não têm um pai.

 

 

Momento 6:

 

 

Não sei se o coração da Rin já se curou.

O que sei, é que ela está me curando.

Quando a vejo saindo todas as manhãs, oro para que o dia seja bom, e quando vamos dormir a noite, sou agradecido porque o dia foi bom.

Todo mundo cresce e se apaixona.

Casam, dão-a-luz e tornam-se pais. E essas crianças se tornam pais, olhe ao seu redor, há maẽs e pais em toda parte.

Não parecem grandes ondas de amor?

 

Eu tinha planejado escrever sobre porque o filme é tão importante para o Japão e a Coréia do Sul, que são países onde a adoção de crianças é muito mal vista, pois eles são muito ligados à descendência e laços sanguíneos legítimos, mas como ficou muito grande até aqui escrevo sobre isso outro dia, espero que tenham gostado dessa semana, com certeza esse é um filme que vou guardar pra sempre no meu coração, obrigada por acompanharem até aqui <3

 

Ps: Eu sabia que conhecia esse ator de algum lugar, ele é o crush da Aya de Ichi Rittoru no Namida, minha memória de dorameira identificadora de personagens nunca falha kkk :3

 

Maria Clara Amorim

Maria Clara, 19 anos, estudante de Engenharia (UFF), irmã gêmea, ginasta, apaixonada por livros, mangás, kpop, doramas e esportes :3

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  • BIG BANG 4000 Days

    É muito lindo esse filme eu realmente chorei com ele, tem um significado muito bonito, e cenas emocionantes.

    • Maria Clara Amorim

      Fico feliz que tenha gostado também, ele me emocionou demais :3

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