Um pouquinho da Bienal por Thami Cheble

Oi galerinha, me desculpem o atraso é que depois da Bienal tive que organizar muita coisa que deixei de lado para poder estar presente no evento.

Posso dizer que essa para mim foi a melhor Bienal de todas, mas não tenho muita experiência com Bienal já que é apenas a minha terceira. Vi muitos reclamando dos valores dos livros, mas sinceramente acho que não souberam pesquisar. Como umas amigas minhas de outros blogs brincam, fizemos a xepa na Bienal desde o primeiro dia e no final percebemos que somos muito compulsivas (elas, claro).

 

Nada consumista

Esse ano pude rever muitos autores que admiro e conhecer novos. Quem me conhece sabe que como sou a maluquinha dos nacionais acabo ficando muito tempo conversando com os autores brasileiros. É tão bom você poder agradecer ou xingar (no bom sentido) os autores, esse contato é tudo de bom!!

Amei os eventos que consegui participar esse ano, infelizmente muitos os horários batiam e não consegui ir. Um desses eventos que participei foi o bate papo com a autora Gisele Souza, que a Editora Charme me deu a honra de mediar e eu simplesmente surtei!!!!

 

Segue Abaixo algumas perguntas que rolaram no bate papo.

 

Como foi sua decisão de virar escritora?

Então, eu nunca tinha pensado em escrever. Para mim era algo muito longe, inalcançável mesmo porque não conhecia autores nacionais, em 2013 eu li o livro Despedida de Solteira da Mila Wander e fiquei encantada com a escrita dela. Nós começamos a conversar e a Mila me incentivou muito a começar a escrever,  foi quando eu resolvi tentar.

 

Seu maior medo na hora de escrever?

Meu maior medo é abordar certo tema, ou escrever certa coisa e ser massacrada por isso. Porque o que eu escrevo, em sua maior parte, é o que sinto o que penso, me exponho muito e tenho muito medo de ser fuzilada por isso.

 

Qual dos seus livros/personagem é seu xodó?

Ah, eu amo todos, muito muito MESMO! Mas “Inspiração” tem um cantinho especial em meu coração, foi com Bruno e Layla que tudo começou. Amo esses dois ❤

 

Já se baseou em alguém pra escrever um personagem?

Algumas vezes rsrsrs

 

Tem algum livro escondido que ninguém sabe?

Tenho vários rsrsrs

 

Qual livro mais mexeu com você na hora de escrever?

Ai, difícil. Todos mexeram comigo de alguma forma, mas Era Você, Ímpeto e Insinuação tomaram muito do meu coração.

 

Como se sente sabendo que seus livros podem mudar o dia de alguém? Como se vc tivesse “poderes” e transformasse um choro em sorriso e uma tristeza em alegria? Como é essa sensação?

Gente, é muito emocionante e ao mesmo tempo surreal. O que eu escrevo é o que sinto, tem muito de mim em cada palavra, então quando alguém chega pra mim dizendo que o que eu escrevi mudou a vida deles de alguma forma eu fico sem reação de início, sabe? Porque tipo, eu sou alguém normal, como EU posso ter feito isso. É algo que foge do meu entendimento, mas Deus sabe de todas as coisas. Se o que eu escrevo muda a vida das pessoas de alguma forma, todo o carinho que recebo em volta mudou a minha completamente. É uma troca de coisas boas inexplicável e maravilhosa. Não tem preço pra isso.

Isso foi só um pouquinho que rolou no bate papo, teve brincadeiras e muitas risadas.


Conversei com mais duas autoras e elas me contaram um pouco mais do que acharam da Bienal. Fiz algumas perguntinhas básicas:

 

O que a Bienal geralmente representa para você ? Essa Bienal teve algum diferencial? Por que vc ama nos fazer chorar? (essa foi só pra Cris) e Qual momento mais te marcou em todas as bienais?

 

Cristina Valori

Vender livros faz parte do espetáculo, porém o contato com o leitor: um beijo, um abraço, um sorriso… sobrepuja o financeiro. Diferente das bienais anteriores, fui presenteada por leitores que vieram à minha procura. Os meus livros estavam em suas listas de compras e, de certa forma, é um tipo de reconhecimento do meu trabalho. Não amo fazer as pessoas chorarem, só gosto de elevar as emoções até que elas transbordem (rsrsrs). Somos feitos de sentimentos e, às vezes, eles precisam ser vivenciados. O que mais me marcou? Bom, quando chegam perto de mim e falam #cadêcristina. Sim, é um pouco bobo. Mas a hashtag veio de um momento muito especial: o início de tudo.

 

Mai Passos

( Não tenho foto com ela porque não parávamos de conversar kkk )

Então. Eu fui pro RJ com um único objetivo: divulgar meu trabalho. Dois já publicados na Amazon “Sofia” e “Aurora sob as Estrelas” e divulgar o terceiro que sairia no sábado “Uma Canção para Sofia”. Levei 3 mil marcadores e 1 mil post cards. Quando cheguei no Riocentro eu não tinha ideia do tamanho que era a Bienal. Então, ali eu sabia que tinha muito trabalho pela frente. E lá fui eu, com a minha sacola cheia de sonhos a serem distribuídos. Entreguei marcador, conversei com as pessoas, falei do meu livro. Fui muito bem recepcionada. Os cariocas são muito gentis. Tive a chance de conhecer a Cris Santos autora de “A Troca”, e cara que mulher fodastica! Foi um encontro muito ao acaso, mas pareceu que a gente se conhecia a vida toda. Nisso fomos a Pandorga onde fui apresentada a Tatiana Amaral, pois, queria o autógrafo dela no meu livro. E gente, eu não tenho palavras pra descrever o quando a Tati é fantástica. Ela foi muito fofa comigo a Bienal inteira, tivemos muitos encontros e conversas, absorvi muito da experiência dela. Conheci Kacau Tiamo, ganhei um abraço muito bom! Ela falou que morou 15 anos na minha terra. Tive o prazer de conhecer Janaína Rico e Danilo Barbosa duas pessoas que me acolheram de uma forma, além de conhecer boa parte da equipe do Sou Aficcionado, principalmente a Thami que conhecia pela internet, e recebi muito amor… Eu saí de casa sozinha, vendi minha TV, parte dos livros que sobraram do golpe que levei de uma editora, e parte da minha coleção pessoal de livros. Fui pra lá pra mostrar o meu trabalho, e voltei pra casa com a mala cheia de amizades novas, gente disposta a me ajudar, gente que viu o meu sonho e entrou nele também. Saí da Bienal com a certeza de que vou a SP ano que vem, levar meu livro inédito para ser lançado. Saí do RJ com amizades novas, e o todo o meu trabalho reconhecido pelas pessoas tendo a certeza de que não há mais nada no mundo que queira fazer a não ser escrever.

 

Mai, todo esse esforço valerá muito a pena!!! Só não esqueça de mim depois kkk
Quero te ver brilhar nesse meio, sua força de vontade te levará longe.

 

Isso foi um pouquinho da Bienal.

Thami Cheble

Gosto muito de ler!
Tenho costume de me colocar no lugar do personagem pra entender melhor ainda o que ele sente, e se me ver rindo igual louca quando estou lendo não ligue, isso é normal mas, se me ver chorando nem pergunte! Não interrompa minha leitura.

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  • Amei a matéria e entrevistas. Queria ter visto teu bate-papo! T.T

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