Resenha “O Conjurador – O Aprendiz”, de Taran Matharu

O Aprendiz Book Cover O Aprendiz
Taran Matharu
Fiction
Galera
21 de August de 2015
350

Primeiro volume da série Conjurador, O aprendiz é um prato cheio para os fãs de Harry Potter, O Senhor dos Anéis e outros clássicos da fantasia. Com referências a jogos de RPG, Pokémon e Skyrim, o romance mescla a magia dos mundos fantásticos com criaturas poderosas em duelos de tirar o fôlego. Fletcher é um órfão de 15 anos e, para sua surpresa, conseguiu invocar um demônio do quinto nível. O problema é que apenas os nobres deveriam ser capazes de conjurar criaturas e usá-las na guerra contra os orcs. Mas plebeus como Fletcher também podem ser conjuradores, e o garoto consegue uma vaga na Academia Vocans, uma escola de magos que prepara seus alunos para os campos de batalha. Lá, ele irá enfrentar o bullying dos nobres, mas também aprenderá feitiços e fará amigos incomuns, como anões e elfos. Além de se provar digno de uma boa patente na guerra, Fletcher e seu grupo de segregados precisam se unir e vencer o preconceito que sofrem na desigual sociedade de Hominum.

Vamos voltar ao mundo mágico com seres lendários e a velha disputa entre humanos, elfos e anões. Super clichê, certo? Mas acrescente a essa mistura um personagem cativante, uma trama envolvente e formas totalmente diferentes de se obter a magia. Com isso temos uma excelente aventura fantástica chamada: Conjurador – O Aprendiz.

Vamos à resenha:

ENREDO:

Um rapaz órfão e de bom coração, vive em um povoado dominado por uma única família corrupta que tem quase todos aldeões sob seu domínio, através de ações agiotas, com empréstimos à juros altíssimos aos quais os populares não podem arcar.

Fletcher se vê em uma situação complicada quando se torna alvo das investidas do mimado e arrogante filho deste inescrupuloso governante. Principalmente quando Fletcher consegue um livro estranho das mãos de um veterano de guerra que estava de passagem pelo povoado, que se recusa a entregar ao rival do garoto, por uma quantia miserável.

O garoto, tomado por sua curiosidade, lê o livro e descobre, por acidente, que ele é um dos poucos conjuradores nascidos fora do círculo nobre, ao qual são destinados todos os esforços do reino. Ao recitar as palavras de conjuração escritas em um pergaminho estranho e de origem bizarra, Fletcher obtém um demônio.

A partir de agora, nosso aspirante a mago, tem que se livrar dos problemas criados com o riquinho da cidade e conseguir aprender a dominar tal criatura infernal e seus poderes. E quem sabe de quebra conseguir fazer parte do destacamento de magos de batalha, mais alta honraria que um conjurador pode conseguir. Algo nunca antes sonhado por um plebeu.

Descubra juntamente com Fletcher as tramoias de famílias nobres sem escrúpulos e o quão grande pode ser a fidelidade de povos tidos com inimigos por muitos.

Um livro que vai tratar de assuntos muito maiores que a própria magia e te levará a uma aventura estonteante.

NARRATIVA:

A escrita do livro é empolgante com altos em baixos durante todo o livro. Ao contrário de alguns, onde precisamos esperar o clímax com o final do livro; esta narrativa é emocionante desde os primeiros capítulos.

Todos os acontecimentos são transmitidos pela perspectiva de nosso protagonista e desta forma, vamos descobrindo os mistérios que o cercam à medida que o véu é retirado de seus olhos.  Uma escrita digna de Rick Riordan (Ladrão de Raios)

 

DESTAQUE:

Já li muitos livros de fantasia com personagens fantásticos, porém a abordagem desta trama me surpreendeu com toques que me arremeteram a Pokemon, enquanto por outro lado os personagens não se limitam apenas ao uso da magia, como em Harry Potter.  A meu ver o maior destaque é a forma bem intrínseca que a magia é composta, sendo necessários dois elementos para que ela possa fluir.

Outro ponto que gostei muito foi descrição das magias e como os magos são dependentes de seus estimados “bichinhos”, me trazendo a mente outro livro maravilhoso: Eragon.

MINHA OPINIÃO:

O livro é realmente muito envolvente e com uma trama cheia de reviravoltas, dignas de muitas boas literaturas do gênero que encontramos por ai, mas que me fez querer continuar a leitura da trilogia, foram os pequenos detalhes, como por exemplo, a guerra que serve de pano de fundo neste primeiro livro, mas que acredito ser bem explorada nos próximos, assim como o uso diferenciado da magia, onde o conjurador é totalmente dependente de seu demônio, e não apenas escravista que explora suas criaturas, sem o menor arrependimento.

Um ponto que posso considerar negativo é o tom político do livro, mas entendo ser totalmente necessário. O inimigo neste livro está longe de ser o dito nos primeiros capítulos. Assim com em The Walking Dead, o ser humano se prova ser o maior vilão de todos, sempre querendo lucrar com a infelicidade dos outros, mesmo que isso possa significar sua extinção.

Uma ótima leitura a todos e espalhem a palavra.

 

Érico Robert

Sou apaixonado por Livros, RPG e Video Games. Minha Família é tudo pra mim, minha alma gêmea (Ara), foi quem me ensinou a gostar de ler e sou eternamente grato a ela. Sou dedicada as minhas filhas, mas adoro os poucos momento em que posso desfrutar de paz e sossego. Diversão é reunir a família e os amigos e cozinhar para eles, enquanto conversamos, assistimos alguns filmes ou batalhamos no RPG!

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