Resenha “Dezesseis”, de Rachel Vincent

Dezesseis Book Cover Dezesseis
Rachel Vincent
Juvenile Fiction
Universo dos Livros Editora
7 de June de 2017
240

Em um mundo em que todos são iguais, uma garota se destaca por sair do padrão. Uma história promissora e de ritmo acelerado, escrita por Rachel Vincent, autora best-seller do The New York Times. “Nós temos cabelos castanhos. Olhos castanhos. Pele clara. Somos saudáveis, fortes e inteligentes. Mas só uma de nós já teve um segredo.” Dahlia 16 vê seu rosto em toda multidão. Ela não tem nada de especial – é apenas uma entre as outras cinco mil garotas que foram criadas visando o bem da cidade. Ao conhecer Trigger 17, porém, tudo muda. Ele a considera interessante. Linda. Única. Isso significa que ele deve ser defeituoso. Quando Dahlia não consegue parar de pensar nele – nem resistir a procurá-lo, ainda que isso signifique quebrar as regras – ela percebe que deve ser defeituosa também. Mas, se ela for defeituosa, todas as idênticas também são. E qualquer genoma com defeito descoberto deve ser recolhido. Destruído. Ser pega com Trigger não apenas selaria o destino de Dahlia, mas o das cinco mil garotas com o mesmo rosto. No entanto… e se Trigger estiver certo? E se Dahlia for mesmo diferente? Subitamente, a garota que sempre seguiu todas as regras começa a quebrá-las, uma a uma…

 

Inicialmente gostaria de informar que estou organizando um protesto para o segundo livro lançar logo.

Enredo

Dahlia 16 não precisa de um espelho para saber como é, como a roupa está em seu corpo e nada parecido. O motivo? Existem outras 4.999 garotas idênticas a ela, o sistema de reprodução humana conhecido foi visto como ineficiente e assim surgiram os clones, sem doenças hereditárias e feitos perfeitamente em um laboratório. Os clones são divididos em sistemas de trabalho e Dahlia foi parar na Seção dos Agricultores Hidropônicos , onde começou a se destacar nas plantações e até mesmo vista para futuramente ser uma instrutora. O problema? Ela estava começando a gostar do seu trabalho se destacar das outras, mas esse tipo de sentimento não era permitido, é um erro ter orgulho é considerado um defeito e defeitos não são aceitos.

 

“Tento afastar esse pensamento, mas não consigo expulsá-lo da cabeça. Quero ser melhor em tubérculo do que Olive, da mesma forma que eu queria ser melhor que todas as outras em grãos, vinhas e legumes. E não só pela glória de Lakeview”.

 

Das milhares de regras da cidade, uma delas é que não é permitido que ela converse com outras pessoas a não ser suas iguais e a administração caso seja solicitada. As pessoas têm comprimentos que falam entre si, mas nada a mais é permitido. Dahlia nunca se incomodou com isso, até o dia que foi chamada a administração para a conversa referente a sua proposta e fica presa no elevador com Trigger 17, um cadete que ao tentar acalmá-la no elevador e acabou infringindo a regra de não conversar. Desde aquele dia, Dahlia começou a se questionar referente a muitas informações de Trigger passou enquanto falavam, queria conhecer um pouco mais de cada coisa e isso a deixava louca. Sem contar a estranha obsessão em sonhar com o cadete, ela não conhecia essa sensação que ansiava tanto em sentir. Todos foram feitos para seguir regras e, se ela quer fugir, deve ter algum defeito. Sabe o maior problema disso? Se uma é defeituosa, todas são e não são aceitos defeitos.

Narrativa

A narrativa é em primeira pessoa, na visão de Dahlia. A autora conseguiu em suas palavras passar todas dúvidas e frustrações de sua personagem, me fazendo sofrer e ficar desesperada junto.

 

Destaque

Meu coração que sobreviveu à todas aquelas páginas, ele merece um prêmio, porque foi tenso.

O que mais me fez querer ler (devorar) o livro é que ele é cheio de informações que vão se completando. Quando você descobre algo e vai buscando saber o motivo daquilo, vão surgindo informações novas que ou fazem você querer matar alguém (a maioria), ou você começa a criar conspirações na sua mente e fica torcendo para aquilo ser verdade, as que criei na minha cabeça, errei a maioria. Ainda bem, porque o que aconteceu foi bem melhor.

E o final é aquelas típicas cenas que entra uma musiquinha tipo tam tam taaammmmm

Fiquei abalada por dias.

Minha opinião

Primeiramente eu me apaixonei pelo livro por ser uma distopia, logo após pela capa, que no primeiro capítulo você entende perfeitamente a mensagem dela.

Esse não é aquele livro que demora para engatar, ele desde o início me prendeu e foi me surpreendendo a cada página. O que me faz amar muito distopias é que ela sempre traz a tona coisas que levamos como comum e colocam de uma forma que nos fazem questionar muitas coisas.

Várias vezes me questionei em relação à coisas que consideramos bobagem, mas na verdade são essenciais no nosso dia a dia, e também pelo fato de alguém no poder falar que algo é certo e não questionarmos, e caso isso venha ocorrer nos achamos estranhos.

Dahlia me conquistou desde o início, apesar de ser um clone, ela só é igual à suas irmãs fisicamente. Sua forma de questionar os acontecimentos e mesmo assim pensar em não fazer nada de errado para não prejudicar suas irmãs fez ela me conquistar rapidamente. Sua inocência em alguns pontos tirou minha paciência, mas ao contrário de Trigger, ela não foi ensinada e fugir ou enfrentar certas coisas, foi ensinada a apenas fazer seu serviço e pronto.

Apesar da idade, o treinamento de Trigger o tornou mais maduro mentalmente e junto com Dahlia os dois enfrentam muitas coisas. Em sua grande maioria, Trigger ensina muito a ela porém só até um determinado ponto. Ele é um personagem forte que conduz Dahlia através dos questionamentos dela.

Tiveram vários momentos de tensão onde prendemos a respiração até tudo se ajeitar. Porém, o final acabou comigo de uma forma surpreendente e que estou quase precisando de ajuda médica enquanto não lança o próximo livro, estou quase tendo crises de choro quando olho uma cenoura (leia para saber).

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Thami Cheble

Gosto muito de ler!
Tenho costume de me colocar no lugar do personagem pra entender melhor ainda o que ele sente, e se me ver rindo igual louca quando estou lendo não ligue, isso é normal mas, se me ver chorando nem pergunte! Não interrompa minha leitura.

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