Crítica: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

O espaço é a fronteira final. Sim, essa frase é do outro filme. Exato, este filme aqui tem o selo de aprovação do Capitão América em referência.

 

Sinopse

Século XXVIII. Valérian (Dane DeHaan) é um agente viajante do tempo e do espaço que luta ao lado da parceira Laureline (Cara Delevingne), por quem é apaixonado, em defesa da Terra e seus planetas aliados, continuamente atacados por bandidos intergalácticos. Quando chegam no planeta Alpha, eles precisarão acabar com uma operação comandada por grandes forças que deseja destruir os sonhos e as vidas dos dezessete milhões de habitantes do planeta.

Minha Opinião

De encher os olhos com bastante efeitos especiais e com cores bastante vibrantes, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, possui um começo interessante e um enredo promissor. Pelo menos, nos primeiros 15 minutos de filme. As primeiras cenas mostram a construção da plataforma espacial Alpha, que passou a integrar várias estações e astronautas de vários países da Terra, até chegar ao ponto que extraterrestres passaram também a mandar enviados para integrar a Alpha, que de tão cheia, foi liberada da orbita da Terra e vagou pelo espaço até se fixar, onde passou a receber mais e mais naves, acabando por virar a Cidade dos Mil Planetas. Até aí, tudo bem. A cena inicial, que serve como uma breve introdução ao cenário em que se passa o enredo é bem-feita e uma das melhores cenas do filme.

Depois desta breve introdução, vemos que a tentativa de unir várias raças do universo não deu muito certo (pra variar, né): um conflito entre naves acaba provocando a destruição de um planeta, cuja a visão faz acordar o protagonista da história, o Major Valerian, interpretado por Dane DeHaan. Apresentado ao expectador como um dos melhores agentes da galáxia, Valerian já começa com uma tentativa frustrada de sensualizar sua parceira de missões, a Sargento Laureline, vivida por Cara Delevingne. Infelizmente, estas cenas vão se repetir durante o filme todo, sendo esse o foco principal.

Chamados para missão, os dois embarcam em sua nave, a Alex, e partem para encontrar o resto da equipe, cujo objetivo é recuperar um artefato em posse de contrabandistas perigosos. Obvio que isso dá confusão, obrigando Valerian e Laureline escaparem batidos. É aí que percebem que não se livrar tão cedo de seus raptores. O objetivo dos heróis passa a evitar que um acidente diplomático acabe gerando caos dentro de Alpha, ao mesmo tempo que devem proteger o artefato. Isso enquanto Valerian ainda encontra tempo para se engraçar com sua parceira.

O enredo geral do filme é bom, mas muito mal aproveitado, mesmo em universo bastante rico, onde dá para se explorar muito mais. Porém, o foco ficou mais até mostrado como um agente galante e conquistador (#SQN), louco para finalmente conquistar sua parceira durona e focada na missão, que procura resistir bravamente as investidas do parceiro, alegando que não quer ser apenas mais uma na lista do Major Valerian, querendo ser apenas a única mulher em sua vida. Mas óbvio que Laureline está apenas “fazendo” charme. É um casal com uma química bastante forçada e artificial, tão mecânica e cheia de clichês, deixando as cenas bem toscas. Enquanto Dane DeHaan tenta dar um ar de galã dos heróis clássicos, algo bastante batido, Cara Delavinge está bastante engessada e sem expressão no papel de badgirl durona. Um casal bastante caricato que acaba recendo praticamente todo o foco do enredo.

Isso não apenas relacionado aos protagonistas, mas sim aos demais personagens, todos muito estereotipados. De tanto querer fazer referência a series já consagradas do cyberpunk, como Star Trek e Star Wars, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, acabou ficando sem identidade própria, se tornando apenas mais um sci-fi cheio de estereótipos. Lamentável, pois o filme é baseado na série de HQ´s que foi justamente inspiração para Star Wars e também para O Quinto Elemento, outro filme do mesmo diretor de Valerian, Luc Besson, cineasta francês, bastante conhecido por seus trabalhos de ficção científica.

Eu via bastante O Quinto Elemento quando passava na Sessão da Tarde e gostei bastante de Lucy, que teve a ótima atuação de Scarlett Johansson, portanto, tinha algumas expectativas em relação a este filme. Mas foi bem abaixo das minhas expectativas. Como nunca li a HQ, não tenho como comparar, mas esperava uma trama mais intricada e original. A atenção toda foi mais voltada para um casal sem sal do que outros pontos que mereciam ser melhor explorados em cena. Para chamar atenção para o filme, chamaram a Rihana para fazer parte do elenco. Mas além abusarem muito do sex appel da cantora, que em nenhum momento usa seu principal talento, que é cantar, sua personagem foi bastante mal aproveitada, tento uma aparição muito rápida. Sua saída de cena é tão tosca que nos faz pensar que é uma piada, de tão previsível e artificial que é. Desnecessário. Rihana, amo suas músicas, mas por favor, fique nos palcos, não na telona.

No geral, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é um filme bem regular. Possui bastante cena se ação, a fotografia do filme é bonita e repleta de cores, usando e abusando de efeitos especiais e computação gráfica. Porém, um filme cyberpunk é bem mais do que uma série de efeitos para encher os olhos. Mas apesar de ser bem pastelão, consegue ser um pouco divertido. O final podia ser bem melhor do que aquela famosa cena panorâmica de beijo, mas é o que temos pra hoje.

Ficha Técnica

Data de lançamento: 10 de agosto de 2017 (Brasil)

Direção: Luc Besson

Música composta por: Alexandre Desplat

Adaptação de: Valérian

Autor: Pierre Christin

Elenco

Cara Delevingne – Laureline
Dane DeHaan – Valerian
Alain Chabat – Bob the Pirate
Alexandre Nguyen (III) – Japanese Delegate
Clive Owen – Commander Arün Filitt
Eric Lampaert – Thazzit
Ethan Hawke – Jolly The Pimp
Herbie Hancock
John Goodman – (voice)
Mathieu Kassovitz
Rihanna – Bubble
Rutger Hauer
Sam Spruell – General Okto Bar

Tainá de Oliveira

Sou Tainá de Oliveira, carioca da gema e tipicamente ariana! Rata de livraria, meu vício em livros começou já no berço. Jornalista, sonho em escrever livros tão bons quanto os que leio e que possam encantar crianças e adormecer adultos!

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