Crítica: Punho de Ferro

Uma das séries mais esperadas da Netflix. O último Defensor finalmente estreia e todos estão ansiosos para ver, mas será que ela é isso tudo? Vejam o que o Casal Aficcionado achou desta, que está sendo considerada uma das melhores séries de heróis do serviço de Stream mais amado do mundo.

 

SINOPSE:

O multimilionário Daniel Rand é o único sobrevivente de um acidente aéreo que matou toda sua família e depois de quinze anos dado como morto ele volta para Nova York para reencontrar seus amigos e tentar retomar sua vida. Mas a empresa que leva seu nome é administrada pelos filhos do sócio e melhor amigo de seu pai, que não o reconhecem e impedem seu retorno.

 

Daniel agora tem que provar que ele é quem diz ser e neste caminho descobre um esquema de corrupção, trafego de drogas e assassinatos que envolvem o nome de sua empresa e que tem ligação direta com a morte de seus pais.

Agora Daniel, que se intitula Punho de Ferro, tem a obrigação de ajudar as pessoas e acabar com essa organização criminosa chamada Tentáculo que mancha o nome de sua família e ameaça aqueles que ele ama.

Será que o jovem guerreiro é digno deste poder? Daniel tem um longo caminho a percorrer e não sabe em quem pode ou não confiar.  Vamos acompanhar a trajetória deste lutador em busca de justiça e autoconhecimento.

 

MINHA OPINIÃO:

Esta série, assim como as outras três que compõem o circulo de heróis, criou uma grande expectativa em todo o público. Mesmo aqueles que não são fãs dos quadrinhos, passaram a conhecer um pouco mais sobre as aventuras deste herói para entender mais deste universo, ainda mais depois do anúncio de uma série que vai unir Demolidor, Luke Cage, Jessica Jones e Punho de Ferro em Os Defensores.

Mas focando aqui, a série teve tudo para dar certo, porém, deixou muito pontos a desejar. Exemplo: As motivações não ficaram claras em cada um dos personagens principais. Cada um só queria saber de seu próprio rabo, sem um objetivo maior. Talvez o único que tivesse já um plano definido de futuro fosse o Harold Meachum (David Wenham), já os demais estavam mais no estilo “deixa a vida me levar…”

A atuação de Finn Jones como Daniel Rand foi boa, mas senti muita falta de cenas históricas de ação. A coreografia de seus movimentos eram limitadas e fracas para um personagem com um nível de habilidade tão alto. Para ter uma ideia melhor, as cenas de lutas da primeira temporada de O Demolidor, ficaram muito mais críveis e bem feitas, então isso mostra que é possível sim fazer algo melhor, e isso me decepcionou muito. Em vários momentos, a personagem Coleeen Wing (Jessica Henwick) protagonizou cenas bem mais elaboradas do que as do protagonista da série, deixando-o em segundo plano.

A trama é recheada de reviravoltas e ao final não temos certeza sobre quem são os mocinhos e quem são os verdadeiros bandidos. Isso é bom por um lado, pois mostra a ambiguidade entre as forças do bem e do mal, mas por outro lado divide a opinião do público, pois fica difícil criar uma boa empatia com alguns personagens.

Outro problema é que a série perde alguns capítulos em assuntos que não são interessantes, como a disputa administrativa das Indústrias Rand.  Eu entendo que a empresa é um centro importante para o esquema do tentáculo, mas parte dessa disputa é feita, sem que eles tenham ciência disso. Mas uma vez, apenas Harold Meachum tem ciência disso, tornando-o o único e verdadeiro vilão da série.

Em resumo: Uma série que posso considerar melhor que algumas outras da franquia, mas que com certeza não é a melhor delas, deixando ainda o primeiro lugar para a temporada de estreia de O Demolidor.  Agora nos resta esperar e torcer para que a junção destes quatro mundos paralelos seja bem executada e acabe com estes erros bobos.  A Netflix tem poder suficiente para nos presentear com uma série que vai mudar nossa visão sobre esse universo Marvel e tirar esse gosto ruim que essas falhas de roteiro e direção possa ter deixado. Mas não me refiro apenas a Punho de Ferro, mas as outras três também, já que todas têm falhas e merecem serem lapidadas melhor.

Vamos ter fé e torcer pelo melhor. Que venham os Defensores por ai.

 

SINOPSE OFICIAL:

Daniel Rand (Finn Jones) é um bilionário, herdeiro da fortuna das Indústrias Rayne. Por 15 anos, todos acreditaram que ele estava morto, após um acidente de avião no Himalaia que vitimou seus pais, Wendell e Heather Rand. Mas Danny foi salvo e viveu todo esse tempo na cidade mística de K’un-Lun, uma das Sete Capitais do Céu. Lá, Danny aprendeu a canalizar o seu chi e se tornou o Punho de Ferro. De volta a Nova York, ele vai tentar retomar seu posto na empresa, agora sob o comando de seus amigos de infância Joy (Jessica Stroup) e Ward Meachum (Tom Pelphrey). Mas ele precisa convencer a todos que é realmente quem diz ser e combater o Tentáculo, com a ajuda de Colleen Wing (Jessica Henwick).

 

 

FICHA TÉCNICA: 

Criador: Scott Buck

Elenco: 

  • Finn Jones > Daniel “Danny” Rand / Iron Fist
  • Jessica Henwick > Colleen Wing
  • Tom Pelphrey > Ward Meachum
  • Jessica Stroup >  Joy Meachum
  • David Wenham > Harold Meachum
  • Sacha Dhawan > Davos

 

 

TRAILER: 

 

Érico Robert

Sou apaixonado por Livros, RPG e Video Games. Minha Família é tudo pra mim, minha alma gêmea (Ara), foi quem me ensinou a gostar de ler e sou eternamente grato a ela. Sou dedicada as minhas filhas, mas adoro os poucos momento em que posso desfrutar de paz e sossego. Diversão é reunir a família e os amigos e cozinhar para eles, enquanto conversamos, assistimos alguns filmes ou batalhamos no RPG!

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  • Li Marilia

    Que série chata, com um personagem principal chato, sem personalidade, cheio de dúvidas, mal desenvolvido em todos os sentidos. Dani era pra ser muito diferente do mostrado na série. O que fez ele merecer o Punho de Ferro? Será que ele era o melhorzinho da tal cidade fantasma? Se for isso mesmo, que cidade mais caída! Aquela cena com os desafios da Gal foi bizarra, eu ri.
    Enfim.. Jessica Jones rainha, o resto, nadinha.

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