Critica: “O melhor professor da minha vida”.

Sinopse Oficial

Aos 40 anos, o professor François Foucault (Denis Podalydès) leciona no renomado Liceu Henri IV, perto do Panthéon de Paris. Devido a uma série de eventos, ele é obrigado a aceitar a transferência de um ano para uma escola no subúrbio da cidade e teme que o pior possa acontecer.

Minha Opinião (Mari)

Partindo do princípio de que a educação pode mudar rumos de vida e histórias, o longa de Olivier Ayache-Vidal, vem com uma história hora humorística, hora triste, mas de fato, um enredo marcante e que propõe uma reflexão aos todos aqueles que dizem que certos alunos são burros e não servem pro nada, fortalecendo a velha discussão do papel importante da educação na vida de uma pessoa.

A trama primeiramente nos apresenta François Foucault, professor de uma escola forte e importante de Paris. Dentro de um evento com o seu rígido pai, ele é convidado a lecionar numa escola na periferia (transferindo para a vida real, quantos professores aceitariam essa oferta?) e acaba por aceitando. Logo no primeiro dia de aula, é orientado por seus colegas a se impor, caso contrário os alunos iriam “deitar e rolar”, e, logo de cara recebe uma turma rebelde, indisciplinada e debochada, sentindo as diferenças e dificuldades com o novo ambiente desde os primeiros minutos. Ao decorrer do longa, ele se empenha em consertar a turma, sendo rígido em alguns momentos e generoso em outros e fica ainda mais interessante, quando se torna próximo de um determinado aluno “aprontão” chamado Seydou, se esforçando para manter o interesse do mesmo na escola, inclusive, defende no conselho de classe os alunos mais “temidos”. François é quem mais tem mudanças profissionais e espirituais na trama, de rígido e que prega silencio e respeito através da “força”, se torna um cara que consegue conquistar os alunos adentrando um pouco no mundo deles e vendo maneiras de facilitar o aprendizado.

Além de ser um assunto pra lá de importante de ser discutido, ainda mostra como mesmo em um país avançado como a França, tem seus alunos problemáticos e as escolas das periferias são um tanto quanto “rejeitadas” pelo corpo docente, que de um modo geral desacredita e acaba desencorajando seus alunos. A exibição é a partir do dia 5 de outubro, e vale para todos: quem pertence ao mundo escolar, quem leciona e quem quer ter a problematização para uma reflexão posterior.

 

Minha Opinião (Tainá)

A narrativa do filme é sensível e bastante envolvente. Nos simpatizamos com o Prof. Françoise, que mesmo em no primeiro momento ele não goste da ideia de dar aulas em uma escola pública e logo de cara vê o quanto será uma missão difícil, ele se mantem firme ao princípio de sua profissão, que é ensinar e transformar vidas. E dá para perceber que o personagem faz deste princípio sua ideologia de vida. Por isso, ele tem que ser um professor duro e rígido, mas que possui um bom coração e o desejo verdadeiro de fazer a diferença na vida de um aluno.

Dentre todos os alunos rebeldes, o que ganha destaque é o Seydou (Abdoulaye Diallo), o mais travesso e indisciplinado de todos. Logo de cara, ele e Françoise se estranham e trocam farpas, mas a dedicação do professor sensibiliza aos poucos o aluno, que passa a se dedicar mais aos estudos, construindo uma relação muito bonita entre os dois. Um ponto negativo é que Seydou, mesmo sendo um dos personagens principais, não foi muito aprofundado. O que sabemos sobre seu passado e sua vida fora da escola é muito superficial e com bastante estereótipos de jovens marginais de periferia. Acho que se desenvolvesse mais este personagem, a trama ganharia muito mais riqueza e seria mais emocionante.

Ainda assim, não deixa de ser um filme muito sensível, que passa uma linda mensagem: como a educação faz a diferença na vida de um jovem. E como um professor dedicado é fundamental para fazer essa diferença. Me fez ter vontade de assistir novamente Escritores da Liberdade. O final é bastante aberto, que deixa muitas perguntas sobre o futuro, mas que nos fazer querer torcer para que todos os personagens tenham um futuro feliz!

 

Ficha Técnica

Título: Les grands esprits (Original)

Ano produção: 2017

Diretor: Olivier Ayache-Vidal

Estreia: 5 de Outubro de 2017 ( Brasil )

Duração: 106 minutos

Gênero:  Comédia, Drama

Países de Origem: França

 

 

 

Mari Sixx

Mariana, 24 anos, é formada em audiovisual. Apaixonada por cinema, música, e tudo que rege o mundo alternativo: cabelo colorido, tatuagem, veganismo, etc.

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