Crítica “Maze Runner: A Cura Mortal”, de Wes Ball.

Sinopse

Por trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas (Dylan O’Brian) irá descobrir um plano maior, elaborado pelo Cruel, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no Cruel? Talvez a verdade seja ainda mais terrível, uma solução mortal, sem retorno.

Minha Opinião

E mais uma adaptação de uma série literária chega a sua conclusão.

Com um atrasado de dois anos devido a um acidente no set que feriu gravemente o ator principal Dylan O’Brian (Thomas) e com a gravidez da atriz Kaya Scodelario (Teresa), o capítulo final da saga, A Cura Mortal, finalmente chega as telonas, para o deleite dos fãs e para os amantes que de filmes de ação.

Esses últimos terão um prato: o filme está repleto de cenas de ação frenéticas e muito bem coreografas, um ponto muito a favor para a direção de Wes Ball, que além de dar uma atenção para a carga de adrenalina para as cenas de ação, foi bastante criativo com a paleta de cores na fotografia: tons azulados na cidade, tons alaranjados em cenários externos, fazendo muitas referencias a filmes consagrados do gênero de ação, como a saga Mad Max e Blade Runner.

A primeira cena do filme já nos prende durante seus primeiros minutos: Thomas liderando um ataque a um trem da CRUEL que transporta cobaias humanas para buscar a cura para o Fulgor, entre elas, seu melhor amigo, Minho (Ki Hong Lee). O plano, em partes, dá certo, com o grupo conseguindo salvar várias cobaias, mas Thomas vê que Minho ainda está nas mãos da CRUEL. Se recusando a ir para um lugar seguro sem seu melhor amigo, Thomas parte com Newt (Thomas Brodie-Sangster), Caçarola (Dexter Darden), Brenda (Rose Salazar) e Jorge (Giancarlo Esposito), numa missão arriscada de resgate na base da CRUEL.

Esse é o filme mais agitado de toda a série, com situações tensas e extremas surgindo a toda hora, que sempre possuem uma solução, para recomeçar a tensão com outra situação desesperadora para os personagens. Esse recurso é comum em filmes de ação, mas quando usado exageradamente, enjoa. Principalmente no segundo ato, onde a narrativa se arrasta a ponto de entediar, mas que no terceiro ato, a as cenas explosivas vem sem piedade e realmente entretém o espectador. A Cura Mortal também tem mais plot twist, boa parte sendo clichê e alguns até meio óbvios, mas que em certos momentos tem o seu brilho.

Para alguém que quase perdeu a vida em acidente quase fatal, Dylan O’Brian está em boa forma e dando o melhor de si para interpretar o protagonista, mas é o Newt de Thomas Brodie-Sangster que rouba a cena, sendo responsável praticamente por todas as cenas mais emocionantes e tocantes, principalmente no arco final. Maze Runner: A Cura Mortal demorou para chegar, mas a espera foi recompensa com um bom filme de ação e um desfecho muito digno para a série que conquistou uma legião de fãs fieis no Brasil, tanto, que sua estreia aqui será um dia antes na estreia do filme nos EUA.

Newt (Thomas Brodie-Sangster) protagoniza a maioria das melhores cenas do filme, desde a mais tensa até a mais emocionante (leve o lencinho nessa última!)

Vale destacar aqui que Maze Runner não seguiu a linha de adaptações cinematográficas baseadas em séries literárias famosas, em que o último livro tem sua adaptação dívida em duas partes. Esse recurso começou com Harry Potter e a Relíquias da Morte, seguido pela saga Crepúsculo: Amanhecer; Jogos Vorazes, a Esperança e acabou sendo um fiasco na Saga Divergente: Convergente, cuja sequencia nem chegou a ser filmada, devido a sua baixíssima aprovação de público e crítica. Isso não aconteceu em Maze Runner, A Cura Mortal: um único filme, um desfecho completo para a saga, sem estender em demasiado e fora uns erros de roteiro aqui e acolá, um filme muito bom. Boa pedida para quem curte ação e um desfecho digno para seus fãs.

Seja como mocinho ou como o memorável vilão de Breaking Bad, Gus, Giancarlo Esposito (Jorge) sempre rouba a cena!

Ficha Técnica

Título:  Maze Runner: The Death Cure (Original)

Ano: 2018

Direção: Wes Ball

Estreia: 25 de Janeiro de 2018 (Brasil)

Duração: 140 minutos

Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica

Países de Origem: EUA

Tainá de Oliveira

Sou Tainá de Oliveira, carioca da gema e tipicamente ariana! Rata de livraria, meu vício em livros começou já no berço. Jornalista, sonho em escrever livros tão bons quanto os que leio e que possam encantar crianças e adormecer adultos!

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