Crítica “Liga da Justiça”, de Zack Snyder.

Sinopse

Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

 

Minha Opinião

A DC ainda não se afirmou no universo cinematográfico, mas já está começando a pegar o caminho certo. A Liga da Justiça começa do ponto em que Batman vs. Superman termina: um mundo de luto pela morte do Homem de Aço e um Batman preocupado com ameaças ao mundo que ele sozinho não é capaz de deter. Para isso, ele tem a ideia de criar uma super equipe, com pessoas poderosas o suficiente para cobrir a falta do Superman, ou quase isso.

Desta vez, temos a trama dividida em cinco personagens principais e um acerto do filme é dar o devido espaço para cada um, em especial o Cyborg (Ray Fisher) que até então, só teve uma breve cena no filme anterior. Aqui, conhecemos um pouco de sua história, adaptada para se encaixar na narrativa do filme, mas bastante esclarecedora e bem explicada em poucas, mas bem-feitas cenas. Flash (Erza Miller), como já possui sua série solo (com direção e ator diferentes) não precisou de tanto embasamento e a Mulher Maravilha de Gal Gadot e o Batman de Ben Affleck já são pratas da casa. O que recebe menos aprofundamento é o Aquaman (Jason Momoa), porém, como este já tem o seu filme solo confirmado para 2018, suas cenas servem de prequel para o que estar por vir. E que pode vir boa coisa, resta esperar.

Aquaman de Jason Momoa quebrou um pouco o estigma do herói, mas ainda é muito cedo para afirmar se o ator é perfeito para o papel.

A narrativa do filme é bem construída, conseguindo encaixar bem a dinâmica entre os personagens. No começo, todos se estranham, normal, mas aos poucos vão aprendendo a colaborar entre si e a trabalhar em equipe se quiserem vencer o mal. Vemos um Batman, que embora queira unir uma equipe, ainda não desacostumou de trabalhar sozinho, uma Mulher Maravilha carismática e conciliadora, um Cyborg confuso e revoltado com o seu novo corpo, aprendendo a usar seus poderes e aceitar sua nova condição, um Flash servindo de alívio cômico e um Aquaman receoso em sair do mar para ajudar seus colegas da terra. Relações e características que ficaram fidedignas as HQ´s e a série animada em boa parte da trama.

As cenas de ação são bem feitas e os efeitos especiais muito bons, mas uma coisa que incomoda é exagero no recurso da slow motion, principalmente na maior parte das cenas de luta. Uma ou duas vezes é bom, mas o exagero deixa enjoativo. De resto, a fotografia é boa, dando aquele toque mais “dark” da DC e os cenários são bem bonitos.

O vilão, Lobo da Estepe, apesar de ser bem apelão e comandar um exército de monstros alados que se alimentam do medo, é bastante genérico, sem muito aprofundamento, clichê e esquecível. Mas se o proposito era servir de motivo para os cinco heróis se juntarem para derrota-lo, então a meta ao menos foi batida. O foco era a união dos personagens para enfrentar um inimigo em comum o que de fato acontece e foi bem executado, mas futuramente, a DC deve prestar mais atenção em seus antagonistas em seus filmes. Lobo da Estepe é um arauto do grande algoz da Liga da Justiça, o Darkseid, que aparece brevemente em uma cena delatada de Batman vs. Superman, o que está dando muitas expectativas sobre como será adaptado nas telonas. Cuidado, DC, muito cuidado.

No geral, a Liga da Justiça teve bons acertos, mas ainda tem uns errinhos no qual precisa ficar atenta em consertar. Tem tempo ainda. É chato comparar, mas a Marvel levou 10 anos para concretizar seu universo cinematográfico, então a DC ainda terá muito o que fazer para de firmar que nem sua concorrente. Mas já está encontrando o caminho certo. Com a saída de Zazk Snyder devido a uma trágica perda pessoal, Joss Whedon, diretor de Vingadores, ficou para finalizar o trabalho, o que pode ter colaborado muito para o filme. Liga da Justiça é um bom filme de ação baseado em super heróis, longe da perfeição, mas convivente e que entretém o espectador e agrada muito o público em geral. Mas para os fãs ferrenhos da DC, mais um pouco de paciência, uma hora sai!

¯_(ツ)_/¯

Ah, o filme tem duas cenas pós créditos, sendo que a segunda é uma pista para os próximos filmes! Fiquem ligados!

 

Ficha Técnica

Título: Justice League (Original)

Ano: 2017

Direção: Zack Snyder, Joss Whedon

Estreia : 15 de Novembro de 2017 ( Brasil )

Duração: 119 minutos

Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica

Países de Origem: EUA

Tainá de Oliveira

Sou Tainá de Oliveira, carioca da gema e tipicamente ariana! Rata de livraria, meu vício em livros começou já no berço. Jornalista, sonho em escrever livros tão bons quanto os que leio e que possam encantar crianças e adormecer adultos!

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